Como os animais selvagens lidam com o stresse

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Repor

Não somos os únicos animais que sofrem de ansiedade. Desde lagartos a pardais, situações desafiantes podem ter impactos duradouros nas espécies. Este artigo explora as várias maneiras pelas quais os animais selvagens reagem ao stresse, incluindo problemas de sono, trauma passado, perigo de predadores e mais.

Reações físicas ao stresse

Assim como os humanos, vários animais selvagens também experimentam reações físicas ao stresse. Por exemplo, o raro lagarto do Colorado come em excesso em resposta ao ruído. Estudos mostram que durante voos baixos, os lagartos liberam mais cortisol, a hormona do stresse, movem-se menos e comem mais.

Problemas de sono

O sono é fundamental para todos os mamíferos, e a falta dele pode ser prejudicial. Pesquisas em moscas-da-fruta e ratos revelam que a privação de sono pode levar a um aumento na alimentação.

Transmitindo o trauma

Alguns animais parecem passar o trauma para os seus filhos. Por exemplo, os peixes sticklebacks expostos a predadores parecem transmitir o trauma para os seus bebés de maneiras diferentes entre machos e fêmeas.

Perigo de predadores

A mera presença de predadores pode tornar os animais ansiosos. Estudos em pardais mostram que o medo de predadores fantasmas pode levar a uma redução significativa na produção de descendentes.

Pardal

Uma dança antiga

No Território de Yukon, no Canadá, as lebres de neve têm predadores reais para se preocupar. A dança entre elas e os linces do Canadá tem evoluído há milhões de anos, criando um ciclo de dez anos em que as populações de ambas as espécies flutuam.

Animais selvagens mais vulneráveis ao stresse

Além dos animais selvagens mencionados no texto existem muitos outros, exemplo de mais alguns:

  • Elefantes: Conhecidos por serem sensíveis ao stresse causado pela perda de habitat e conflitos humanos, o que pode levar a comportamentos anormais e problemas de saúde.
  • Golfinhos: Sensíveis ao ruído subaquático, como o causado por navios e atividades industriais, o que pode interferir na sua comunicação e orientação.
  • Ursos Polares: Vulneráveis ao stresse relacionado às mudanças climáticas, como o derretimento do gelo marinho, afetando a sua capacidade de caçar e encontrar alimento.
  • Pinguins: Sensíveis ao stresse causado pela presença humana e alterações climáticas, o que pode afetar os seus padrões de reprodução e alimentação.
  • Orangotangos: Estes primatas são sensíveis à perda de habitat devido ao desmatamento e à urbanização. O stresse resultante pode afetar os seus padrões de alimentação, reprodução e comportamento social.
  • Tubarões: Muitas espécies de tubarões são afetadas pelo stresse causado pela pesca excessiva e pela captura acidental em redes de pesca. Isso pode levar a mudanças no comportamento alimentar e reprodutivo.
Pinguins

A resposta ao stresse nos animais selvagens é um fenómeno complexo e multifacetado. Desde reações físicas imediatas até impactos duradouros nas gerações futuras, o stresse pode moldar o comportamento e a sobrevivência dos animais de maneiras profundas e muitas vezes surpreendentes. A compreensão dessas respostas não só nos ajuda a entender melhor o mundo natural, mas também pode lançar luz sobre as nossas próprias reações ao stresse.

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